sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

BEBA-ME (poeminha (des)versado)


Beba-me até a última gota
E esgota até a tua última sede,
que a minha fonte não há de secar de amores (...)
Beba as minhas dores mais sofridas,
e os meus segredos mais guardados
Beba-me lento...
A minha musica,
os meus temores,
os meus ardores sempre embriagados do teu fluido
Beba de mim o meu olhar mais tenso e a caricia mais dada
O meu ciúme, o mais violento,
e a verdade, a mais amarga que houver
Beba-me o fardo, o meu sangue e o meu fel
A minha cor, que seja cor aos olhos teus
Beba a minha lagrima e o meu grito,
o meu pranto e o meu riso
O meu canto o mais cantado e o sexo mais promiscuo
E logo embebecidas, que se dispersem as almas...



Tiago Nascimento, grande amigo .

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